o Papel dos Filhos
Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. “Honra teu pai e tua mãe” - este é o primeiro mandamento com promessa - “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”. Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. (Efésios, capítulo 6, versículos 1 a 4) A maioria das vezes que vejo uma palestra, uma pregação, ou leio algum material a respeito de filhos, a abordagem é instruindo os pais sobre como educálos. Creio haver uma abordagem que dificilmente é feita, porém, extremamente necessária, que é levantar a questão do papel do filho.
Digo isso porque a impressão que se dá é que o tema filho quase sempre é abordado referindo-se à crianças e adolescentes, no entanto, a relação pai e filho, muitas vezes, tem problemas que se alongam por toda a vida, inclusive.
A minha percepção é que a maior parte desses problemas é porque nem os pais, nem os filhos, sabem exatamente qual é o papel dos filhos em suas devidas fases. Gosto de dizer que ser filho implica duas posturas e dois papéis diferentes devido a dois momentos diferentes da vida. O papel de um filho enquanto dependente é um, e o seu papel a partir do momento que não está mais debaixo da dependência de seus pais deve ser outro.
- O FILHO COMO DEPENDENTE: O filho como dependente deve assumir um
papel que consiste basicamente em duas atitudes: obedecer e aprender.
O papel de um filho enquanto dependente, inclua aqui adolescentes já grandinhos, mas que ainda dependem sendo sustentados pelos seus pais, é assumir uma postura de submissão e obediência incondicional à autoridade dos seus pais. Essa obediência é importantíssima, pois constrói no coração da criança e do adolescente uma maturidade e uma humildade que serão fundamentais para a personalidade que precisarão ter para se saírem bem nos diversos aspectos da vida no futuro.
Nos meus últimos anos pastoreando adolescentes, incluindo também a minha experiência com ministério infantil, pude perceber de forma lamentável como os pais da nossa geração permitiram que seus filhos ocupassem papéis totalmente inadequados. Eu vi com os meus próprios olhos e presenciei cenas tristes nas quais os filhos eram colocados como reis de sua casa, onde os pais faziam todas as suas vontades e colocavam em suas mãos decisões do dia a dia e até, acredite ou não, decisões relevantes e importantes como a de mudar de casa.
Por mais inteligentes, comunicativos e adiantados que nossos filhos pareçam, acredite, eles não estão prontos para pular a etapa da subordinação e da obediência. Os pais que poupam seus filhos desta condição estão formando futuros tiranos arrogantes. Os filhos não devem obedecer aos pais quando estes estão certos, os filhos devem obedecer os pais simplesmente porque eles são pais.
Eles precisam deste processo.
O segundo aspecto do papel dos filhos enquanto estão debaixo da autoridade dos pais é de aprendiz. Os filhos precisam ser lembrados que eles ainda não estão prontos para a vida, e que inteligência é diferente de sabedoria, sendo que, os pais estão justamente para transmitir aos filhos a experiência, ensino e a sensatez de alguém que aprendeu na prática a maioria das coisas que os filhos apenas conhecem na teoria. A postura de aprendiz se demonstra em um coração e ouvidos atentos para aqueles que estão em posição de nos ensinar. Filhos que estão em condição de dependência devem, sim, colocar-se em uma posição de humildade diante dos seus pais e estarem prontos a aprender com eles.
forma que esteja claro nessa relação para seus filhos que eles devem lhe obedecer e aprender?
- Você dedica tempo, energia e perseverança instruindo e corrigindo seu filho?
Você está comprometido com essa missão?
- Se você é filho dependente, está sendo humilde e honrando seus pais nesses
aspectos?
- O FILHO COMO ADULTO INDEPENDENTE: Quando um filho começa a
construir a sua própria família, casando-se, ou seguindo um caminho de autonomia ao sair de casa e sustentar a si mesmo com seus próprios recursos, ele precisa também mudar de postura diante do seu papel como filho. Agora este filho não deve mais obediência, nem precisa se colocar como aprendiz que não questiona.
Obviamente, não quer dizer que ele não pode mais aprender com seus pais, porém, agora ele precisa romper esta submissão de obediência total e de dependência para desenvolver a sua autonomia e identidade.
Soube uma vez de um rapaz que recém havia se casado e estava com sua esposa em uma loja de móveis escolhendo uma geladeira. Quando ele e sua jovem esposa chegaram a uma
CONCLUSÃO
sobre a geladeira que mais gostaram, aquele rapaz disse que agora precisaria trazer a sua mãe para aprovar aquela geladeira, afinal, ele considerava muito a sua opinião, mas também não queria ser repreendido quando a sua mãe visse a geladeira, caso ela não aprovasse Este filho estava errando feio em seu papel, não somente para com a sua mãe, mas especialmente para com sua nova esposa. Agora, antes de ser filho, ele é um marido que não deve satisfação nenhuma a seus pais. Pode até parecer exagero da minha parte, mas você não imagina quantos casamentos são destruídos porque filhos não entenderam o seu papel após começarem a construir a sua própria família. Filhos que permitem que seus pais mandem, desmandem e interfiram em suas vidas quando são adultos e casados.
- Se você é pai ou mãe de filhos que já estão seguindo o seu caminho e
construindo a sua própria família, você tem deixado ele viver a sua própria vida e tomar suas próprias decisões?
- Você, filho que já não vive mais na dependência dos pais e está construindo
a sua própria família, está permitindo que seus pais ainda exerçam autoridade sobre você de forma a comprometer a sua prória autonomia e família?
Não sei qual papel você ocupa nesta relação de pais e filhos, mas para resgatar a família será importante que os filhos ocupem devidamente o seu papel, e os pais devem fazer todo o possível para garantir isso.
Quai decisões Deus está te constrangendo a tomar em relação a esses papéis? Ore agora e comprometa-se a obedecer a Palavra neste quesito.