Tiago 4:12
”Deus é o único que faz as leis e o único juiz. Só ele pode salvar ou destruir.
Quem você pensa que é, para julgar os outros?” (Tiago, capítulo 4, versículo 12) Temos o desejo constante de julgar porque fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e sendo Ele o Justo Juiz (1 Pedro, capítulo 2, versículo 23), nossa natureza divina nos impele a estarmos fazendo julgamentos. O problema é que o pecado nos afasta de Deus (Romanos, capítulo 3, versículo 23) e não nos deixa em condições de vermos a realidade como Ele vê.
Julgar é analisar a situação e, baseado no que sabemos, tomar decisões. A cada minuto de nossas vidas, temos necessidade de julgar: Qual o melhor caminho para chegar em determinado lugar? Onde almoçar hoje? Que presente dar no Dia das Mães? etc., e cada decisão dessas é um julgamento que você faz. Quando, então, é errado julgar?
Quando você vê uma situação envolvendo uma outra pessoa e toma uma atitude que influi ou pode influir negativamente na vida dela, como no episódio da mulher adúltera (João, capítulo 8, versículos 3 a 11), em que os escribas e fariseus condenavam a mulher, que realmente estava errada, mas queriam na realidade prejudicá-la, visando sua destruição, enquanto Jesus procurava sua restauração. O julgamento dos homens era baseado na carnalidade, enquanto o de Jesus estava baseado no amor.
- Ligue, relacionando o versículo à lição:
- Tiago, capítulo 2, versículos 1 a 9
Não há desculpas para julgar os outros
Eu não conheço ninguém o suficiente para julgar
Deus me julgará se eu julgar os outros
O mal que eu fizer julgando retornará para mim
- 1Coríntios 4:5
Não tratar o próximo conforme sua aparência
TIRANDO A LIÇÃO
“Um dos casos mais incríveis de julgamento errado de que já ouvi falar, foi feito por Honoré de Balzac, o prolífico romancista francês. Além de escrever romances, ele se considerava um perito em grafologia-o estudo (não, não é ciência) de textos escritos à mão para determinar o caráter e a personalidade de uma pessoa. Certo dia, uma senhora levou ao grande escritor um caderno que continha uns rabiscos infantis e pediu que ele os analisasse. Depois de esquadrinhar cuidadosamente o texto, o culto homem concluiu que a criança era mentalmente retardada; mas ele quis ser diplomático e perguntou: - A senhora é a mãe da criança? - Não, eu não tenho laço nenhum de parentesco com ele-respondeu a senhora. - Ótimo. A testa de Balzac enrugou-se. Ele perguntava a si mesmo: “Como posso ser bondoso e ainda assim contar a verdade?” A franqueza venceu. - A escrita dessa criança dá todos os indícios de imbecilidade. Temo que o menino nunca se torne grande coisa na vida, se é que vai ser alguém. - Mas, senhor-protestou a mulher-esses rabiscos são seus. O senhor não reconhece a letra? Esse caderno foi seu, quando frequentava a escola de Vendôme. Balzac evidentemente não conseguiu reconhecer a própria letra! Tenho visto grafólogos fazerem fascinantes e espertas “adivinhações” - e acertarem. Mas também já tive oportunidade de ver erros deles. Os julgamentos humanos são falíveis e isso é especialmente verdade no que se refere aos motivos. Só Deus pode ler o coração; você e eu não podemos (ver I Samuel 16:7). Não é surpreendente, portanto, que condenemos a nós mesmos quando julgamos os outros em questões nas quais não somos competentes.”
DECIDINDO
Você tem tratado as pessoas de maneira diferente pelo que elas aparentam? Você trata melhor quem tem dinheiro do que quem não tem? Você bajula pessoas influentes? Você julga pessoas que mal conhece, só pelo que escuta delas?
Você tem preconceitos? Você trata as pessoas segundo o que elas fizeram no passado?
Você dá mais valor às pessoas bonitas e atraentes? Se Deus está falando com você, hoje, decida mudar! Lembre-se de alguém que você tem tratado diferente e mude sua atitude. Amolde-se aos padrões de Deus, que não faz acepção de pessoas. ORE: Não deixe de falar com Deus sobre o que você aprendeu. Decore Tiago, capítulo 4, versículo 12. Até amanhã!