Influência Geracional
Influência Geracional
Toda geração carrega marcas das ações de gerações anteriores, contudo, possuem a liberdade de fazerem novas escolhas e a responsabilidade diante de suas próprias atitudes. Na minha experiência pastoral em salas de aconselhamento, pude presenciar isso diversas vezes: muitas pessoas lidam com problemas, traumas e bloqueios emocionais que afetam, de forma contundente, a sua realidade e, na maioria das vezes, não sabem identificar qual é a origem dessas questões. Ao longo do tempo, com a prática e muito estudo, fui aprendendo a identificar padrões na vida das pessoas. Esses padrões apontam, normalmente, para problemas que possuem raízes no passado das pessoas e no grande impacto que as suas experiências com seus pais, durante toda a sua formação, exerce sobre a sua realidade. A maior parte dos paradigmas que temos na vida foram formados pelos nossos pais. Sejam de forma intencional ou não. A maneira como você lida com dinheiro, com seus relacionamentos, com o trabalho, com a espiritualidade, e todas as demais áreas da sua vida, estão diretamente relacionados com a maneira em que os seus pais lhe educaram. Nem sempre essa educação foi de forma intencional, pelo contrário, boa parte nos foi transmitida através do exemplo, das experiências, das frases soltas e demais situações em que os pais nem percebiam estar ensinando. Um dos principais exemplos bíblicos de influência geracional é o do Rei Davi. Não quero atropelar a história neste capítulo, pois trataremos mais à frente sobre esta narrativa, mas os erros de Davi influenciaram diretamente a história de vida de toda a sua família, pois a vida familiar do “homem segundo o coração de Deus”, foi um desastre. É evidente que cada um dos seus filhos fez suas próprias escolhas, mas o mau exemplo e a negligência de Davi na criação deles, impactaram diretamente no destino de cada um.
O IMPACTO DOS PAPÉIS NÃO CUMPRIDOS.
O primeiro e principal impacto de influência geracional é o dos papéis não cumpridos. Quando uma pessoa não tem na sua formação uma figura de paternidade ou maternidade que cumpra o seu papel de forma plena, isso implicará de forma significativa na formação da personalidade. Temos que lembrar que foi Deus quem planejou e criou a família. Ele foi perfeito no modelo, não faltando nada. Sei o impacto desta afirmação diante da realidade
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que vivemos na atual geração. O número de famílias que sofreram ruptura, separações e divórcios é muito grande. Algumas pessoas ficam ofendidas ou, no mínimo, na defensiva, toda vez que eu falo sobre a importância de cada um dos papéis na formação de uma família, por isso, preste atenção nesta história: Certa vez, fui convidado para palestrar e compartilhar sobre o tema família, quando, acabei trazendo dentro da minha fala este ponto específico da importância de todos os papéis. Ao encerrar a palestra, uma mãe me procurou, com os olhos cheios de lágrimas e um certo semblante de indignação, e me confrontou, dizendo: “Quer dizer que meu filho está destinado a uma vida de sofrimento por culpa do pai que nos abandonou, e eu que faço de tudo para criá-lo sozinha, fazendo o papel de pai e de mãe, estou de mãos amarradas e não posso fazer nada?” Ela estava realmente indignada com a minha parte da palestra, na qual eu afirmei que inevitavelmente uma pessoa que não teve um dos papéis em sua formação sofrerá o impacto desta falta. Enquanto ela falava, em meu espírito eu orava pedindo o discernimento de Deus e compaixão por aquela história. Foi quando percebi que ela não estava brava comigo, estava apenas ferida e cansada por ter que lidar com o desafio de formar o seu filho diante do abandono do seu marido. Com todo o amor do meu coração, eu olhei em seus olhos e lhe disse: “Você nunca será mãe e pai do seu filho, ao mesmo tempo, porque você não é um homem”. Ela arregalou os olhos não entendendo bem o que eu estava dizendo, pois, acredito que ela esperava alguma palavra mais confortante de minha parte. Continuei: “Essa é a boa notícia. Você nunca será pai do seu filho e nem precisa ser. O seu filho pode ter o melhor pai do mundo e nisso, sim, você pode contribuir”. Agora é que ela não estava entendendo mais nada. Imagino que ela pensou que estava me referindo há algo no sentido de que ela tivesse que encontrar um marido, ou coisa parecida, e, foi aí que concluí: “Você deve instruir, conduzir e inspirar o seu filho a ter um relacionamento pessoal e real com Deus, em que o próprio Deus, o Pai Perfeito, suprirá todas as necessidades espirituais, emocionais e de caráter que seu filho precisa para se tornar um homem de verdade. A falta de um pai pode ser a melhor oportunidade para alguém encontrar em Deus uma paternidade que não se compara ao que o melhor pai desta terra possa oferecer”. Enquanto terminava de falar, a mulher estava em lágrimas e, de alguma forma, o Espírito Santo começou a confortar o coração dela, que já conhecia a Jesus e sabia que o que estava dizendo era a verdade de Deus para a história da sua família. Naquele momento, o Espírito Santo me usou para poder despertar no coração daquela mulher a esperança e o discernimento sobre o que ela deveria fazer em relação ao seu filho. Eu, realmente, acredito no que falei para essa mulher e que você acabou de ler aqui, porém, essa é uma realidade que só pode ser vivida e experimentada através do Novo Nascimento e de uma nova experiência de paternidade com Deus, através de um relacionamento íntimo, pessoal
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e profundo com o Pai. De forma natural, é inevitável que a ausência de um dos papéis ou o mau cumprimento deles, implicará em consequências na formação de uma pessoa. Inclusive, algumas pessoas, mesmo após terem conhecido a Jesus, mas que não se aprofundam num relacionamento com Deus para tratarem essas questões de identidade, acabam vivendo a consequência da orfandade e o impacto dessas lacunas por toda a sua caminhada cristã.
- IMPACTO DA PATERINIDADE Dentre todas as características do homem bíblico que já tratamos na meditação de quarta-feira, no que diz respeito à paternidade, existem três aspectos essenciais que cabem ao pai: proteção, provisão e propósito.
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Proteção (efeito da falta: insegurança): É no pai que os filhos devem encontrar a sua primeira referência de proteção na vida. Os filhos necessitam desse senso de segurança, especialmente quando são crianças. Os filhos precisam saber e sentir, que diante dos perigos e riscos da vida, alguém os protegerá, que eles não estão totalmente vulneráveis aos perigos e, que se caírem ou forem empurrados, haverá alguém que os sustente. Seja dos valentões no intervalo da escola ou daquele vizinho abusador que tentou um abuso íntimo, os filhos precisam estar seguros de que se acionarem seus pais eles encontrarão proteção. Quando os filhos não têm uma figura paterna que os prote ja, eles crescem e se tornam pessoas inseguras, arredias, que estão sempre na defensiva e têm dificuldade de confiar nos outros. É como se eles pensassem que estão sozinhos nas batalhas desta vida, que não há ninguém por eles, e que só podem contar consigo mesmos. Meninos costumam se tornar valentões e briguentos, meninas costumam crescer com uma grande dificuldade de confiar nos homens.
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Provisão (efeito da falta: escassez): O segundo ponto essencial da paternidade é a provisão. Por muito tempo, desde que a criança vem ao mundo, ela não conseguirá ter noção de que os suprimentos que ela precisa para vida, como comida, teto e água, precisam ser provisionados de alguma forma. Por bastante tempo, elas não sabem como, só sabem que os seus pais garantem isso. Um pouco mais grandinhas, quando começam a perceber um pouco melhor a realidade e discernir com um pouco mais de clareza as questões do dia a dia de uma família, as crianças já começam a entender que há uma fonte de provisão. Para uma criança que foi ensinada a ver no pai a figura de autoridade e liderança da casa, diante de uma situação de escassez, é inevitável que ela atribua a ele a responsabilidade pela dor de não ter. Não estou falando de desejos e vontades supérfluas, mas, do suprimento básico de uma família, como: alimentação,
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energia elétrica, água e saneamento básico, uma casa para morar, etc. A maioria dos adultos que conheci com bloqueios emocionais de escassez, sofreram experiências quando crianças da falta de coisas essenciais e seus pais não resolveram esse problema. Em muitos desses casos, os pais eram desorganizados financeiramente, ou sofreram com vícios, nos quais gastavam dinheiro da casa, ou eram preguiçosos e desleixados com seus trabalhos. As consequências foram que essas crianças, quando adultas, tornaram-se ou extremamente gananciosas e avarentas, com um apego desproporcional ao dinheiro, ou também duplicaram comportamentos em relação ao uso do dinheiro, sempre em falta, tornando -se pessoas que consomem demais, ou simplesmente não administram adequadamente, ficando constantemente em dificuldades financeiras.
- Propósito (efeito da falta: sem direção, baixa autoestima, vulnerabilidade): O último aspecto essencial da paternidade, e creio que seja o mais importante, é o do propósito. Os pais possuem a grande responsabilidade de despertar no coração dos filhos um senso de propósito. Aqui, vemos um papel de liderança sendo fundamental. Os pais devem inspirar no coração dos filhos um desejo de viver um futuro, gerar no coração deles a convicção de que eles não estão nesta terra por acaso e de que há algo importante que eles devem fazer nesta vida. É muito mais do que apenas incentivar os filhos a estudarem, encontrarem uma profissão e trabalharem. É plantar no coração da criança de que elas foram criadas por Deus com um propósito e que elas possuem recursos, talentos, dons e habilidades que deverão usar para o cumprimento de um chamado. Por muitos anos na história, os filhos herdavam as profissões dos pais, que eram normalmente transmitidas de geração a geração, principalmente os homens que logo que entravam na adolescência, já começavam a ajudar seus pais em suas ocupações. Iam para roça, para ferraria, para sapataria e começavam a dar seus primeiros passos em alguma atividade laboral. O lado ruim dessa prática é que muitas pessoas, ao longo de toda a história, não puderam explorar seus talentos e habilidades individuais porque estavam, de certa forma, destinadas a um único caminho, porém, o lado bom dessa cultura é que, logo cedo, os filhos aprendiam a se tornarem úteis e a dominar em habilidades, for jando o seu caráter, desenvolvendo a sua personalidade e, especialmente, a responsabilidade e a maturidade. Particularmente, acho que essa cultura da inclusão dos filhos nas ocupações geracionais era muito mais benéfica do que o que vemos hoje na nossa geração. O que vemos hoje são “adultescentes”, de 30 anos de idade, que moram com os pais, que já trocaram de curso Universitário mais de três vezes, que não lavam as suas roupas, nem fazem a sua comida e são sustentados pelos pais, porque
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ainda não encontraram a profissão que gostam. O pai é responsável por inspirar seus filhos, seja com instrução, exemplo, ou até mesmo conduzindo seus filhos a aprenderem na igreja, ou em algum ambiente onde ele receba esse tipo de ensino, para que eles entendam que a vida nesta terra precisa cumprir um propósito que é o de fazer Deus ser glorificado através daquilo que eles são capazes de fazer e que as pessoas sejam servidas com dedicação, diligência e amor. Esta, talvez, seja uma das principais marcas da nossa geração: a falta de propósito. A maioria das pessoas está perdida e vivem as suas vidas em uma rotina incessante, como quem caminha em círculos sem saber para onde está indo. Os pais precisam desenvolver a convicção em seus filhos, que eles não são um acidente e não existem apenas para caminhar por aí, respirando, consumindo recursos e ocupando espaço. Eles foram criados para acrescentarem algo à vida neste mundo e não apenas para desfrutarem. Deus os criou com uma singularidade que os torna particularmente especiais e, com isso, um propósito e uma missão a cumprirem nesta terra. Viver esse propósito pelo qual vocês foram criados é o que realmente devemos chamar de sucesso.
- O IMPACTO DA MATERNIDADE. Como vimos anteriormente, a mulher foi criada por Deus com um propósito maravilhoso na formação da família. As mulheres são especiais e únicas, com competências e qualidades indispensáveis na educação dos filhos. Dentre todas, destacamos as essenciais: cuidado, afeto e sensibilidade.
- Cuidado: Quando o bebezinho sai da barriga da mãe, onde habitou durante todo o processo gestacional, é nela mesmo que ele encontra os recursos fundamentais que precisa para sobreviver. O leite materno fornecerá todos os nutrientes que aquele pequeno ser humano precisará e é nos braços dessa mãe que o bebê desfruta de cuidado. A maternidade é linda! Como Deus foi perfeito em tudo. No decorrer do desenvolvimento dessa criança, o elemento “cuidado” ainda será essencial para sua formação e é interessante como as mães possuem instintivamente condições muito superiores a dos homens para prover em esse olhar atento às necessidades dos filhos. É clichê da parte das mães aquela frase quando os filhos estão saindo de casa com tempo frio: “não esquece o casaco”. Dificilmente você verá um homem lembrar disso. Todo ser humano é carente de alguém que ofereça cuidado. Quando falo em cuidado me refiro a algo mais atencioso e diligente do que, por exemplo, a proteção e a provisão que a figura do pai deve dar. Falo sobre essa atenção às pequenas coisas do dia a dia, às pequenas provisões físicas e até mesmo emocionais. Sempre achei interessante a passagem bíblica que diz:
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“Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você! (Isaías, capítulo 49, versículo 15)
Por que será que Deus usou a mãe como ilustração e não o pai? Exatamente pelo motivo que estou compartilhando com você. As mães foram munidas de uma capacidade de cuidado com seus filhos muito superior à que qualquer outro possa dar.
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Afeto: O segundo papel essencial na maternidade é o afeto. Quando tratamos sobre o papel dos filhos, discorri sobre afetividade como algo que os filhos precisam em sua formação. O que quero acrescentar, é que mesmo que seja fundamental que tanto o pai quanto a mãe deem afeto aos filhos, a mãe foi naturalmente equipada e projetada para isso. Certa vez, li sobre um estudo realizado com órfãos, no qual havia muita informação interessante em toda aquela leitura, mas uma em especial era a respeito das características emocionais e psicológicas das crianças que eram órfãs de mães desde bebê e foram criadas por outras pessoas. Essas crianças tinham em comum uma dificuldade muito grande de se sentirem amadas, uma inabilidade de demonstrar e receber afeto, e se tornaram, de certa forma, muito frias emocionalmente. Em contrapartida, órfãos que tinham perdido os pais em uma idade mais avançada, mas quando bebês e início da infância experimentaram uma relação próxima com suas mães, não possuíam essas dificuldades emocionais e afetivas que descrevi anteriormente. Um fato interessante relacionado a isso, é que algumas dessas crianças foram para abrigos porque suas mães se tornaram viciadas ou foram presas, e acabaram sendo impedidas de ficar em com elas. Mesmo diante desse trauma, normalmente esses órfãos queriam as suas mães e as defendiam, reclamavam da saudade e ficavam profundamente tristes e abatidos com a separação. É como se as mães fossem as professoras do que é o amor para os filhos. Elas são as principais responsáveis no desenvolvimento das primeiras percepções da alma de seus filhos.
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Sensibilidade. Finalmente, o último papel essencial da maternidade é realmente algo muito peculiar da feminilidade. Também é clichê dizer que, às vezes, parece que as mulheres têm “sexto sentido”. Na verdade, essa sensibilidade mais apurada das mulheres se explica na forma que seus cérebros funcionam. Homens são mais práticos e objetivos, as mulheres mais sensíveis e subjetivas. Na minha família há algo muito engraçado que sempre ocorre: a minha mãe sempre percebe que os filhos estão passando por alguma dificuldade. Na maioria das vezes, eu e meus dois irmãos podemos disfarçar ou esconder, mas, quando nossa mãe bate o olho em nós, de alguma forma, ela percebe que algo
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não está certo. Acredite, ou não, muitas vezes, já aconteceu de minha mãe sonhar que algum de nós estava com algum problema, e de forma despretensiosa, ela conta e, de repente, acaba se abrindo a situação que era realmente como ela havia sonhado. Minha mãe não é a única. É próprio das mães esse nível de sensibilidade em relação aos filhos. Essa capacidade é importante, não somente no que diz respeito ao cuidado e à criação dos filhos, como também para desenvolver neles essa mesma capacidade de olhar para o mundo. A principal diferença entre os seres humanos e todo o resto da criação é que nós somos os únicos que possuímos autonomia de consciência, pois somos criaturas subjetivas. Não somos animais instintivos, previsíveis e totalmente práticos. O ser humano maduro precisa ser desenvolvido na capacidade de perceber aquilo que não está explícito e de discernir o que não está claro. Ser sensível não é ser frágil e melancólico. Ser sensível é possuir um olhar atento e profundo a respeito dos movimentos da vida e especialmente nos meninos, este papel da maternidade é fundamental para dar o equilíbrio perfeito, formando os homens que serão bons pais e excelentes maridos.
A PATERNIDADE DE DEUS
O papel dos pais terrenos é importantíssimo na formação do ser humano, mas é inevitável que, por mais dedicados que sejam, as chances são grandes de falharem em algum aspecto. Diante disso, temos a provisão de uma Graça maior: a paternidade de Deus. O apóstolo Paulo faz uma declaração na carta aos Efésios, que diz: “Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra (Efésios, capítulo 3, versículos 14 a 15).
- UM PAI QUE TRANSFERE SUA NATUREZA: A primeira verdade que nós temos que destacar sobre termos Deus como Pai, e nós sermos Seus filhos, é que um filho reproduz a natureza do pai. O pai transmite o seu DNA ao filho e isso é o que nós precisamos entender em Deus sobre a experiência do Novo Nascimento da qual Jesus disse: "Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo." (João, capítulo 3, versículo 7)
- UM PAI QUE DEIXA UMA HERANÇA: A segunda coisa que podemos destacar, olhando pela perspectiva de que Deus é Pai, é que o filho tem uma herança e não estou falando de uma herança meramente natural. Quando reconhecemos o nosso lugar e a nossa posição nEle como herdeiros, nós
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precisamos entender isso na perspectiva espiritual. A Bíblia diz que nós somos herdeiros de Deus e coerdeiros em Cristo Jesus (Romanos, capítulo 8, versículo 27). Essa expressão “coerdeiros” significa que nós somos tão herdeiros quanto Jesus. É muito importante entender que essa herança não implica apenas algo que será experimentado na eternidade, mas, também, algo que pode ser desfrutado já nesta vida.
"Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude." (2 Pedro, capítulo 1, versículo 3),4)
- UM PAI QUE AMA: Em último lugar, quando reconhecemos que Deus é Pai, experimentamos o Amor que Deus nutre pelos Seus filhos. Talvez a sua experiência com a maternidade e com a figura paterna pode ter sido a melhor do mundo, ou, t alvez possa não ter sido tão boa, ou possa até ter sido a pior. A verdade é que você não se pode olhar para Deus a partir da sua experiência. Nós precisamos entender o coração amoroso de Deus como Pai, em relação aos Seus filhos. Este talvez seja considerado um dos principais versículos da Bíblia:
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João, capítulo 3, versículo 16)
Esse “tanto amou” quer dizer: tão intensamente, tão loucamente… que Ele deu o Seu próprio Filho Jesus. O apóstolo Paulo reforça isso em Romanos, capítulo 8, versículo 32, parte e diz:
“Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? (Romanos, capítulo 8, versículo 32)
Em outras palavras, o apóstolo Paulo, pelo Espírito Santo, está dizendo: se Deus deu o que Ele tinha de melhor, se Ele chegou ao ponto de dar Jesus, Ele faz qualquer loucura por você e está disposto a fazer qualquer outra coisa por você! N ó s precisamos viver um relacionamento com Deus que entenda o temor do Senhor e a necessidade de caminhar em obediência, mas, que, sobretudo, entenda o amor profundo que o Pai Celestial tem por nós. NÃO IMPORTA O QUANTO SEUS PAIS TERRENOS PO SSAM TER FALHADO EM SEUS PAPÉIS. EM DEUS NÓS ENCONTRAMOS O PAI PERFEITO, QUE SUPRE TODAS AS NOSSAS CARÊNCIAS.
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CARTA DO DEUS PAI AO SEU FILHO: Meu filho, Você pode não Me conhecer, mas Eu sei tudo sobre você (Salmos, capítulo 139, versículo 1) Eu sei quando você se senta e quando se levanta (Salmos, capítulo 139, versículo 2) Eu conheço bem todos os seus caminhos (Salmos, capítulo 139, versículo 3) E até os cabelos da sua cabeça são todos contados (Mateus, capítulo 10, versículos 29 a 31) Pois você foi feito à Minha imagem (Gênesis, capítulo 1, versículo 27) Em Mim você vive, se move e tem existido (Atos, capítulo 17, versículo 28) Pois você é a Minha descendência (Atos, capítulo 17, versículo 28) Eu te conheci mesmo antes que você existisse (Jeremias, capítulo 1, versículos 4 a 5) E escolhi você quando planejava a Criação (Efésios, capítulo 1, versículos 11 a 12) Você não foi um erro, pois todos os seus dias estão escritos em Meu livro (Salmos, capítulo 139, versículos 15 a 16) Você foi feito de forma admirável e maravilhosa (Salmos, capítulo 139, versículo 14) Eu o formei no ventre da sua mãe (Salmos, capítulo 139, versículo 13) E tirei você do ventre dela no dia do seu nascimento (Salmos, capítulo 71, versículo 6) Contudo, tenho sido mal representado a você por aqueles que não Me conhecem (João, capítulo 8, versículos 41 a 44) Saiba que Eu não estou distante e zangado, pois Sou a expressão completa do amor (1 João, capítulo 4, versículo 16) E o Meu desejo é derramar Meu amor sobre você (1 João, capítulo 3, versículo 1) Por quê? Simplesmente porque você é Meu filho, e Eu Sou seu Pai (1 João, capítulo 3, versículo 1) Eu ofereço a vocês mais do que o seu pai terrestre poderia oferecer (Mateus, capítulo 7, versículo 11) Porque Eu Sou o Pai Perfeito (Mateus, capítulo 5, versículo 48) Saiba que cada bom presente que você recebe vem da Minha mão. (Tiago, capítulo 1, versículo 17) Pois Eu Sou o seu Provedor e supro todas as suas necessidades (Mateus, capítulo 6, versículos 31 a 33) Meu plano para o seu futuro tem sido sempre cheio de esperança (Jeremias, capítulo 29, versículo 11) Porque Eu te amo com um amor eterno (Jeremias, capítulo 31, versículo 3) Meus pensamentos sobre você são incontáveis como a areia na praia (Salmos, capítulo 139, versículos 17 a 18) E sobre você, Eu me regozijo com cânticos (Sofonias, capítulo 3, versículo 17) Eu nunca vou parar de fazer o bem para você (Jeremias, capítulo 32, versículo 40) Porque você é o Meu tesouro mais precioso (Êxodo 19:5) Eu desejo te estabelecer com todo Meu coração e toda Minha alma (Jeremias, capítulo 32, versículo 41) E mais, Eu quero te mostrar coisas grandes e maravilhosas (Jeremias, capítulo 33, versículo 3) Filho, se você Me buscar de todo o coração, você Me encontrará (Deuteronômio, capítulo 4, versículo 29) Deleite-se em Mim e Eu darei a você os desejos do seu coração (Salmos, capítulo 37, versículo 4) Pois fui Eu mesmo quem colocou esses desejos em você (Filipenses, capítulo 2, versículo 13) Eu sou capaz de fazer mais por você do que pode imaginar (Efésios, capítulo 3, versículo 20) Lembre-se também que Eu Sou o Pai que conforta você em todas as suas dificuldades (2 Coríntios 1:3,4) Quando seu coração estiver quebrantado, Eu estarei perto de você (Salmos, capítulo 34, versículo 18) Como um pastor carrega um cordeiro, Eu carrego você perto do Meu coração (Isaías, capítulo 40, versículo 11) Filho, um dia Eu enxugarei todas as lágrimas dos teus olhos (Apocalipse, capítulo 21, versículos 3 a 4)
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E afastarei de você toda a dor que tenha sofrido nessa terra (Apocalipse, capítulo 21, versículos 3 a 4) Eu Sou o seu Pai e Eu amo você assim como amo ao Meu Filho Jesus (João, capítulo 17, versículo 23) Pois em Jesus, Meu amor por você é revelado (João, capítulo 17, versículo 26) Ele é a representação exata do que sou (Hebreus, capítulo 1, versículo 3) Ele veio para demonstrar que Estou contigo, e não contra ti (Romanos, capítulo 8, versículo 31) Também veio para dizer a você que Eu não estou contando o seus pecados (2 Coríntios, capítulo 5, versículos 18 a 19) Jesus morreu para que você pudesse ser reconciliado (2 Coríntios, capítulo 18, versículo 19) Sua morte foi a expressão suprema do Meu amor por você (1 João, capítulo 4, versículo 10) Eu desisti de tudo o que amava para que pudesse ganhar o seu amor (Romanos 8.31,32) Se você receber o presente do Meu Filho Jesus, você recebe a Mim. (1 João, capítulo 2, versículo 23) E nada poderá separar você do Meu amor novamente (Romanos, capítulo 8, versículos 38 a 39) Filho! Venha para casa e Eu vou fazer a maior festa no céu que você já viu (Lucas, capítulo 15, versículo 7) Eu sempre fui um Pai e sempre serei Pai (Efésios, capítulo 3, versículos 14 a 15) A minha pergunta a você, então é essa: você quer ser Meu Filho? (João, capítulo 1, versículos 12 a 13) Eu estou apenas esperando por você! (Lucas, capítulo 15, versículos 11 a 12)
ASS: SEU PAI CELESTIAL Retirado do livro: Paternidade bem resolvida - Pastor Fabiano Ribeiro.
Deus abençoe! Até semana que vem!
Meditação Diária - Igreja Ressoar
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