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O Encontro com a Fonte de Misericórdia

segunda-feira•19/09/2022•4 min de leitura

Continuamos nossa série de meditações baseadas no Evangelho de Jesus, narrado pelo Evangelista João.

No Evangelho original de Jesus, temos encontrado princípios de vida e discipulado para aplicar e mudar nossas vidas e das pessoas com quem nos relacionamos, no dia a dia.

O Evangelho de Jesus é cheio de pessoas que se encontram com Ele. Temos em Jesus, um Salvador relacional que se encontrou com pessoas que se tornaram frutos destes encontros. O mundo também tem se encontrado com Ele e se reconciliado com Deus!

O ENCONTRO COM A FONTE DE MISERICÓRDIA

João 5: 1 a 18 “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou” (Efésios, capítulo 2, versículo 4).

O encontro que o paralítico teve com Jesus, no famoso tanque de Betesda, foi um encontro de misericórdia. A palavra Betesda deriva de duas palavras da língua hebraica:

Beth ou Beit = “Casa” e Chéssed = “bondade, benignidade, misericórdia”, portanto, o tanque de Betesda significa: “lugar da misericórdia divina” ou “casa da misericórdia divina”.

Neste lugar, Jesus se encontrou com um homem cheio de limitações e que vivia em um contexto muito difícil. Embora a cura realizada por Jesus tenha acontecido no tanque de Betesda, Ele não usou as águas do poço para curar aquele paralítico, além disso, Ele curou num sábado! Neste encontro, Jesus quebra dois pilares que nos afastam da fé real e do relacionamento pessoal com Deus: 1. Misticismo = gregos e romanos 2. Religiosidade = judeus O helenismo (cultura grega) trouxe aspectos positivos para a sociedade ocidental, mas, também, provocou uma intensa contaminação cultural e espiritual, que veio causar grandes modificações na estrutura religiosa do povo judeu. Entre esses elementos, podemos observar a presença de cultos de deuses estrangeiros, enraizados no imaginário do povo que, como exemplo, podemos observar o aglomerado de pessoas que utilizavam o tanque de Betesda, fato esse comprovado pelos achados arqueológicos. O sítio arqueológico encontrado possuía mais de 5.000 m2 e a importância das construções indica que se tratava de um lugar público e de peregrinação espiritual. Para a surpresa dos arqueólogos, alguns dados vieram à tona: o primeiro deles é que essa piscina faz parte de um complexo ligado ao santuário de Serápis (Asclépio) que era o deus grego e romano associado à cura. Este era um santuário do deus da cura, Asclépio (deus da cura em grego) e parece ter muito mais relação com as guarnições multiétnicas romanas estacionadas em Jerusalém, o que não quer dizer que ele também não possa ter atendido a judeus helenizados. Foram encontradas, no local, colunatas do estilo romano e uma pintura de um anjo agitando as águas que, segundo os especialistas responsáveis pelo achado, comprovam que essa pintura é do período dos imperadores romanos cristãos, o que é comprovado pelos profissionais químicos atuais, responsáveis por estudos mais profundos utilizando atécnica do carbono 14.

Vamos à prática!

Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus.João, capítulo 5, versículo 1

  • Para que você tenha um encontro com JESUS a real fonte de misericórdia…

1-CUIDADO COM A ILUSÃO DE FALSOS MOVIMENTOS

Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas.João, capítulo 5, versículo 3

O lugar não era de cura, mas de enfermidade e de doença. Devia ser um poço cheio de religiosidade e doenças. Até hoje existem lugares assim, onde pobres pessoas mendigam por alguma cura.

Tem muita gente sincera no lugar errado e esperando o momento errado. “Mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” ( João, capítulo 4, versículo 14).

2-CUIDADO COM O ENGANO DAS SUPERSTIÇÕES POPULARES

De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitada as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.João, capítulo 5, versículo 4

De vez em quando, vem um anjo e mexe nestas águas. O povo acreditava em lendas, folclore e crendices populares. Encerre esse dia orando ao Senhor e entregando a Ele qualquer ideia errada que você possa ter e creia somente no Senhor Deus, o único verdadeiro. Amanhã, daremos continuidade nesse assunto. Deus te abençoe!